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Por Daniela Pessoa
redacao@bemleve.com.br
Contagem regressiva para o verão. Hora de tirar as roupas fresquinhas do fundo do armário, separar o biquíni bonito e... Opa! Como ficam os quilinhos a mais e as gordurinhas que insistem em não desaparecer? Você já até começou a colocar mais
salada no prato, mas sabe muito bem que não vai virar freqüentadora assídua das salas de musculação das academias. Só de imaginar o
suor das pedaladas, da corrida na esteira, das abdominais... Que tal pular essa etapa? Nada disso! É hora de cair na água para tornear seu
corpo e turbinar sua saúde de forma prazerosa!
Para quem acha que atividade aquática é coisa da terceira idade, ledo engano! Hoje, a aposta das academias para o verão é justamente uma série de exercícios feitos na água, que vão muito mais além da natação e da hidroginástica. Spinning, movimentos de lutas marciais, ioga, corrida e muitas outras modalidades de exercício saíram das salas de ginástica para modelar as curvas, relaxar a mente, melhorar a resistência cardio-respiratória e refrescar o corpo na piscina.
Os professores são categóricos: se movimentar na água faz um bem danado, além de ajudar – e muito! – na perda de
calorias. “A vantagem imediata é que, ao nos exercitarmos em meio líquido, diminuímos o impacto e o atrito nas nossas articulações. Além disso, a hidrodinâmica traz benefícios como o de favorecer a boa circulação sangüínea”, conta Marcele Monteiro, coordenadora da
academia A!Body Tech no Rio de Janeiro. Segundo ela, o esforço feito na água também é maior, o que pode elevar o gasto calórico. “A água é mil vezes mais densa do que o ar. Por isso, em meio aquático o nosso esforço é quatro vezes maior do que em terra”, revela Marcele.
Fernando Ribeiro, coordenador de atividades aquáticas da academia Runner, em São Paulo, ressalta, ainda, o conforto que esse tipo de atividade traz: “No verão, com certeza é mais agradável se exercitar na água, porque você sua sem perceber. Isso sem contar que o meio aquático é lúdico. O aluno tonifica a musculatura brincando e trabalha o corpo inteiro, de forma integrada, o que potencializa o gasto calórico”, destaca Fernando.
Em uma aula mais vigorosa na piscina, cuja duração média é de 50 minutos, é possível perder até 700 calorias! E não há restrição de idade. Tanto um jovem de 15 anos quanto um idoso de 70, se não tiverem nenhum impedimento médico, podem cair na água para se exercitar. “Atividades aeróbicas na piscina são excelentes, inclusive, para quem tem osteopenia ou
osteoporose”, afirma Marcele Monteiro.
Entre as aulas que as academias oferecem nessa modalidade, algumas vêm ganhando destaque. É o caso da Hidro Power, hidroginástica turbinada que trabalha os músculos do abdômen, peitoral, glúteos, quadríceps, entre outros. Forte e divertida, a Hidro Kick Boxe é outra aula bastante requisitada. Nela, os alunos simulam os movimentos, socos e chutes do kick boxe dentro da água, de forma coreografada. O Acquatraining também vem chamando atenção, pois aciona diversas partes do corpo através de quatro modalidades alternadas – cama elástica na piscina, tae boxe (exercícios com movimentos de arte marcial), ginástica localizada com auxílio de pesos e hidrobike (spinning aquático).
E que tal fazer da praia, também, uma academia a céu aberto? É o que propõe o cardiologista Carlos Scherr, autor do livro “Estilo Ipanema – Viva com saúde sem abrir mão do prazer” (Editora Rocco). Inspirado no comportamento dos cariocas, que fazem da orla da cidade uma verdadeira sala de ginástica, o médico oferece soluções práticas para quem busca saúde e boa forma. “Aproveite os dias na praia para caminhar, correr, nadar ou pedalar. Você pode, ainda, surfar, jogar futebol ou vôlei. Tem atividades para todos os gostos e idades! Se exercitar tendo como pano de fundo um cenário bonito como esse também é muito bom para a mente”, garante o cardiologista, segundo quem manter-se saudável não precisa ser sinônimo de sacrifício.
Mas, atenção, antes de começar a praticar qualquer atividade física, seja na academia ou por conta própria, não deixe de passar por uma avaliação física completa. Se tudo estiver OK, aí sim inicie o seu programa de exercícios regulares. Sinta na
pele – e na balança – os benefícios de se movimentar!